Distribuição das outorgas deferidas no município de Jundiaí e na Serra do Japi
Figura 1 — Distribuição espacial das 645 outorgas deferidas no município de Jundiaí. Limites municipais em vermelho.
A análise espacial revela que 73% das outorgas (471) são de captação subterrânea, evidenciando a intensa pressão sobre o aquífero local. A concentração de pontos na área urbana contrasta com a dispersão na Serra do Japi, onde predominam usos domésticos e de pequeno porte.
O buffer de 1 km ao redor do perímetro da APA foi adotado como critério operacional conservador, compatível com raios de influência típicos de poços tubulares em aquíferos fraturados do embasamento cristalino paulista.
Figura 2 — Outorgas na Serra do Japi (círculos) e Buffer 1 km (triângulos). Contorno amarelo tracejado = Serra do Japi. Roxo = Buffer 1 km. Vermelho = Limite municipal.
| Tipo de Uso | Quantidade | Consumo (m³/ano) |
|---|---|---|
| Capt. Subterrânea | 38 | 218.337 |
| Aut. Perf. Poço | 21 | 145.499 |
| Capt. Superficial | 6 | 691.207 |
| Total | 65 | 1.055.043 |
| Tipo de Uso | Quantidade | Consumo (m³/ano) |
|---|---|---|
| Capt. Subterrânea | 25 | 1.044.849 |
| Aut. Perf. Poço | 15 | 96.026 |
| Capt. Superficial | 7 | 197.328 |
| Total | 47 | 1.338.203 |
Apesar de ter menos outorgas (47 vs 65), a zona exclusiva do buffer concentra 56% do consumo total (1,34 Mi m³/ano), revelando a presença de grandes consumidores industriais na periferia imediata da serra. Dentro da serra, a Bignardi Papéis domina com 691.200 m³/ano apenas em captação superficial.